5/24/2012 (2:40pm) 1 note

Cambios

Inter[cambio] = cambio interior 

Estou na Espanha há 5 meses fazendo intercâmbio e, até aqui, pensava não ter aprendido tanto assim. Talvez por já ter morado fora por muito tempo antes, ter conhecido muita gente e por já ter morado só, já tinha concluído que essa experiência não tinha me acrescentado quase nada, além das viagens e história de lugares que conheci e um pouco do idioma castellano. Mas há uma coisa que é inevitável: aprender mais sobre si. Tendo morado nos Estados Unidos, havia me tornado uma pessoa bem reservada, meio individualista. E isso me deu um belo tapa na cara aqui, porque eu percebi que demorei demais pra deixar pessoas novas entrarem na minha vida, como eu sempre demoro. Numa experiência de intercâmbio isso não ajuda em nada, principalmente quando o lugar é frio. Só agora é que tô tendo (me dando) a oportunidade de interagir mais, só que daqui a pouco é cada um pro seu lado denovo. Também percebi como há gente generosa nesse mundo! Conheci austríacos que me acolheram sem nem me conhecer, me hospedaram e me trataram super bem… Isso me deu muita esperança em relação à humanidade; como ainda podemos confiar nas pessoas.

No Brasil isso é um pouco difícil, colocar um estranho na sua casa assim. Conheci uns argentinos que disseram que na região deles, hospitalidade é sinômimo de dar tudo o que você tem e não tem pra pessoa, principalmente a sua cama pra dormir. Os espanhóis, quando recebem visitas em casa, pagam tudo pra eles! No Brasil é meio que socialmente aceitável deixar a visita pagar umas coisas, a própria pessoa se sente na obrigação de pagar como uma espécie de ato de gratidão. Eu ainda me sinto mal se alguém me oferece algo e eu não pago, ou se saio pra comer e pagam pra mim. A coletividade aqui é muito importante.. Recentemente entrei pra uma rede-social chamada “couchsurfing”, que é simplesmente genial. Viajantes recebem viajantes (desconhecidos) em casa grátis e alguns ainda os levam pra conhecer a cidade. COMO eu queria que isso desse certo no Brasil.. Quem sabe um dia, depois de tantos intercambistas levarem essa cultura pro Brasil, possamos começar a confiar nas pessoas cegamente.

PROST!

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3/22/2012 (2:51pm) 3 notes

De volta ao país, brasileiros sofrem ‘síndrome do regresso’

AMANDA LOURENÇO
JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


A crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008.

"Foi um choque voltar ao interior", conta gerente de salão de beleza
Nostalgia e decepção com o país levam à depressão do regresso

O relatório de 2011 sobre a população expatriada sai no fim deste mês, e a taxa de retorno deve ser ainda maior. Há tanta gente comprando a passagem de volta e tanta dificuldade de reintegração ao mercado de trabalho brasileiro que o Itamaraty lançou o “Guia de Retorno ao Brasil”, distribuído nas embaixadas.

O caminho de volta pode gerar depressão. É a “síndrome do regresso”, termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa para designar certo “jet lag espiritual” que aflige ex-imigrantes.

Morto em 2011, Nakagawa estudava a frustração de brasileiros que voltavam ao país após uma temporada de trabalho em fábricas japonesas.

"A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos", diz a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva do psiquiatra e coordenadora do projeto Kaeru, de reintegração de crianças que voltam do Japão.

BONDE ANDANDO

Silvia Zamboni - 27.fev.12/Folhapress

O gerente de marketing Rafael Marques, 33, no centro de São Paulo

O gerente de marketing Rafael Marques, 33, no centro de São Paulo

Se ao sair do país o imigrante se cerca de cuidados para amenizar o choque cultural, no retorno a ilusão é de que basta descer do avião para se sentir em casa.

"Retornar é uma nova imigração", diz a psicoterapeuta Sylvia Dantas, coordenadora do projeto de Orientação Intercultural da Unifesp. "A sensação é de que perdemos o bonde, estamos por fora do que deveríamos conhecer como a palma da mão."

Quando voltou do segundo intercâmbio no Canadá, o gerente de marketing Rafael Marques, 33, descobriu que havia ficado para tio: “Todos os meus amigos estavam casados, com outras prioridades. Demorei meses para me situar”. Resultado: deprimiu. Recuperado, hoje ele trabalha com intercâmbios.

Para amenizar o estranhamento, a analista de marketing Natasha Pinassi, 34, se refugiou nos amigos feitos durante sua vivência de um ano na Austrália: “Em pouco tempo no Brasil percebi que deveria ter feito minha vida na Austrália. Já não via graça nas pessoas e nos lugares que frequentava antes. Só conversava com brasileiros que conheci no exterior”.

A família pouco ajudava: “Não pude falar o que sentia. Eu me culpava por estar sofrendo enquanto meus pais estavam felizes com minha volta”, diz Natasha, que tomou antidepressivos para tentar sair desse estado.

A síndrome não é exclusividade dos brasileiros. “Em minhas pesquisas com imigrantes, percebi um sentimento geral de que o país deixado não é o mesmo na volta”, diz Caroline Freitas, professora de antropologia da Faculdade Santa Marcelina. “Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”

ABANDONO

Quem sofre de síndrome do regresso é frequentemente considerado esnobe. Parentes e amigos têm pouca paciência com quem volta reclamando: “O retorno tem uma significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há um sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e de inveja daquele que se aventurou”, explica Dantas.

Para Nakagawa, amigos costumam simplificar o processo de reintegração: “Há uma pressão para que a pessoa ‘se divirta’. Na melhor das intenções, os amigos não respeitam o tempo do viajante”.

Se a família também não ajudar, o ideal é procurar um psicólogo com formação intercultural. Em São Paulo, o núcleo intercultural da Unifesp dá orientação gratuita.

FONTE: FOLHA

#regresso#depressão#imigração#imigrante#retorno#intercâmbio

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12/13/2011 (12:00pm) 4 notes

Fofos Encenam

Sortudo aquele que estiver em São Paulo por esse dias, por que está acontecendo a exposição: “Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro” a entrada é franca, mas mesmo se o bilhete custasse alguns dígitos valeria a pena.

Tudo foi pensado para participar da Mostra de Países e Regiões Quadrienal de Praga- Design e Espaço da Performance 2011. Bom, mas só participar para esse artistas não parece o bastante, o legal mesmo é ganhar o prêmio máximo da parada (a 12ª Quadrienal de Design e Espaço da Performance)

Esses tais artistas, são os brasileiros Bia Lessa, Antônio Araújo , Gabriel Vilela e Os Gêmeos. Não sei qual desse nomes gosto mais. Os caras são incríveis e já fizeram muita arte pelo mundo.

Os jures que premiaram essa exposição, é um juri bem internacional, por que são profissionais reconhecidos no mundo todo. Entre eles estão a cenógrafa e designer estoniana Monika Pormale, a iluminadora israelense Felice Ross, a diretora do festival de Teatro de Santiago, Carmem Romero e o diretor, dramaturgo, cenógrafo e figurinista da África do Sul entre outros!

Na exposição você (o sortudo que mora em São Paulo) pode encontrar diferentes estilos de espaços cenográficos, esse espaços estão divididos em Memória, Lugares, Ação e Transposição. As montagens foram feitas em suportes que vão desde instalações e fotografias a objetos, croquis e vídeos.

Essa exposição “Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro” é um reconhecimento internacional do talento desses artistas brasileiros. E isso meus amigos não é só sorte. São Fofos Encenam.  

Camila Murta.

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#Fofos Encenam#Sorte#Bia Lessa#Antônio Araújo#Gabriel Vilela#Os Gêmeos#Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro

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11/6/2011 (12:35pm)

Célia Mara é uma artista brasileira que une em sua música vários estilos  como o reggae, funk, samba e jazz. Seu som também é uma mistura de estilos do mundo todo porque  essa mineirinha de Pedra Azul teve o privilégio de descobrir  e desfrutar de lugares incríveis no mundo todo.  Em 1990, ela fez a sua primeira viagem para a um festival de jazz na Suíça. Foi, gostou  e não voltou mais… Com o passar dos anos, Célia já tinha no passaporte muitos carimbos  de  países da  Europa por onde viajou se apresentando nos bares de jazz, fazendo um Duo de suas canções que já misturavam jazz e samba. Sua moradia fixa é Viena, mas Célia está sempre na ponte aérea Itália- Brasil, inclusive para gravação de CD. 

Para Célia Mara a mistura é algo bem natural… já que cantar em diferentes línguas pra ela, não parece ser difícil.

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#Célia Mara

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8/30/2011 (10:04pm) 9 notes

O Vale do Amanhecer

Apresento o livro "Dialogias no Vale do Amanhecer" - publicação resultante do meu doutoramento em Comunicação e Semiótica, na PUC-SP. O livro é um estudo sobre um ótimo exemplo de hibridismo cultural, em que as ideias de “desterritorialização” e “reterritorialização” podem ser facilmente verificadas. O lançamento vai acontecer na livraria Saraiva Megastore do Iguatemi (Fortaleza), no dia 30 de setembro, às 19h30. Apareçam!


Resumo: este estudo é fruto de uma investigação sobre alguns dos vetores de modelização ocorridos no Vale do Amanhecer – comunidade religiosa criada em 1968 pela ex-caminhoneira Neiva Chaves Zelaya, e localizada a seis quilômetros de Planaltina, cidade-satélite de Brasília. Defende-se aqui a idéia de que tanto a cidade de Brasília e toda a onda de misticismo neo-erístico a ela atrelada; o catolicismo popular, o espiritismo kardecista e a umbanda; assim como os meios de comunicação tradicionais, (tais como o cinema, a televisão, os livros best-sellers, entre outros) dialogam com o Vale e desempenham papel fundamental na sua composição sígnica. São esses os diálogos que, sob a perspectiva da semiótica de extração russa, também conhecida como semiótica da cultura, o presente trabalho busca, para se pensar os aspectos que dizem respeito à presença, naquela comunidade, de informações ligadas a seres de outro planeta e a suas naves espaciais; à civilização egípcia com suas pirâmides e faraós, bem como as culturas indígenas brasileiras, norte-americanas e de povos pré-colombianos, sobretudo os incas, maias e astecas – estejam elas manifestas nas narrativas míticas, nos rituais, na iconografia ou nas indumentárias dos adeptos. Essas informações, chegando ao Vale, passaram por uma ressignificação, sendo, portanto ali modificadas. Informações que lá se encontram hibridizadas sob a batuta de uma antropofagia sígnica, apresentando-se – antes de mais nada – como uma novidade semiósica – algo que foi notadamente mastigado e engolido por aquela comunidade para que, depois de digerido, voltasse à cena como pura criação. Na tentativa de abarcar toda essa gama de considerações é que se resolveu dividir o livro em cinco capítulos. São eles: Brasília mística: um planeta diferente da Terra; Vale do Amanhecer: uma ‘alma’ para a cidade modernista; O Vale, a noção de ciência e as naves espaciais; O Egito e o Vale do Amanhecer e, finalizando, Um Vale do Amanhecer indígena.

Carmen Luísa Chaves Cavalcante

 


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#semiótica#vale do amanhecer#misticismo#comunicação#pirâmides#egito#dest#desterritorialização#ret#Reterritorialização#hibridismo#cultural

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8/29/2011 (11:26am) 3 notes

raízes aéreas

¨Dinheiro, estrutura material, nunca foi o meu forte. Não é uma coisa que me toca muito. Acho dinheiro ok, é legal. É bem interessante, você consegue fazer um monte de coisas. Mas sem ele você também consegue fazer um monte de coisas. E acho que, se você se apega a isso, a alguma coisa que é material, isso quer dizer que você está plantando sua raiz por uma estrutura material. Eu quero ter raiz, mas raízes aéreas, que eu possa levar para onde eu quiser.¨ - Debora Noal, em entrevista a Eliane Brum.


¨raízes aéreas¨, ¨fluidez cultural¨, ¨modernidade líquida¨… são vários os termos que existem para destacar o movimento dos nossos passos, que são tão mutantes. Acredito que até que a nossa essência siga esse mesmo caminho, uma ¨essência-móvel¨, se fosse possível. Substituir o termo ¨essência¨ por ¨adaptabilidade¨ não seria um problema muito grande. Devir: vir a ser; tornar-se, termo ¨deleuziano¨ que ultrapassa a linha do tempo com a sua atualidade.
 Pluraridade cultural, uma das características mais marcantes da tão falada ¨globalização¨, linda marca do nosso mundo gigantesco… cada vez mais o mundo exige que nós saibamos adaptar as nossas raízes a ele, não somente como uma parte, mas, sim, como um T O D O. Seja aprendendo uma língua diferente, seja se desarmando dos pre.conceitos com uma cultura que talvez, para nós, mostra-se desconhecida. Aos sedentos pelo mundo, é preciso mais que tolerância, tem que ter cara e muita coragem pra enfrentar seja lá o que vier pela frente. Sair da zona de conforto é um desafio!
Desde pequenos somos expostos a um mundo cuja face muda a cada curva desbravada. Não sabemos o que há do outro lado da ponte, mas não vai ser a distância da travessia, muito menos o desconhecido, que irá nos fazer desistir de caminhar. Pelo contrário, talvez seja a sede por querer descobrir o que vive e o que pulsa no lado oposto ao nosso que nos movimente. A busca por novas culturas, a curiosidade por outros hábitos nos faz famintos por aquilo que, até então, faz-se des.conhecido. 
Tirar as âncoras das raízes… isso é o que costumo chamar de sede de viver!

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0„EMI228050-15230,00-MINHAS+RAIZES+SAO+AEREAS.html
— 
.Gleyce Any Castro.

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#raízes aéreas#dinheiro#raiz#modernidade#Modernidade Líquida#globalização#pluralidade#mundo#tolerância#curiosidade#hábitos#âncoras

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Senhas

Track name: Esquadros

Artist: Adriana Calcanhotto

Album: Senhas


Played 10 times

8/28/2011 (8:14pm) 5 notes

"Eu vejo tudo enquadrado… 

Image and video hosting by TinyPic

Eu ando pelo mundo… e meus amigos, cadê?”

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#esquadros#adriana#calcanhotto#amigos#fotografia

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8/28/2011 (10:46am) 9 notes

Já que estamos discutindo cinema, quero falar dos choques culturais da protagonista de "Flor do Deserto" e dos meus ao assistir. Bom, Waris Dirie é uma somali que foge de seu país após ser prometida/vendida para um casamento. Ela consegue chegar a Londres e é cercada por “barreiras” culturais como língua, tradições e vestimenta. A cena mais marcante pra mim foi quando Waris entra no seu quarto e se depara com sua amiga, com quem mora, tendo relação sexual. Após o choque, um maior ainda: descobrir que sua amiga não tinha sido vítima de circuncisão. Waris, que foi mutilada e costurada aos 3 anos, percebe que a sua realidade não é a de todas, e começa a questionar esse costume de seu povo. Mais do que questionar, ela vira símbolo de uma luta contra a prática; tornando-se Embaixadora Itinerante da ONU contra a Mutilação Feminina.  

A minha indignação com esse ato é tão intensa que eu mal consegui assistir ao filme. Ficava o tempo todo imaginando a dor como se fosse minha, desviando com frequência o meu olhar da tela. Como qualquer ocidental, fiquei impressionada com a história (verdadeira) de Waris Dirie. Será que temos o direito de tentar mudar os costumes dos outros? E quando a saúde física e mental está em jogo? 

-Thais Buarque

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#flor do deserto#desert flower#waris dirie#cinema#filme#londres#somalia#choque#cultural#mutilação#feminina#circuncisão#ONU

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8/27/2011 (5:34pm) 3 notes

Viagem e pipoca

Quem tem boca vai a Roma, e quem vai ao cinema pode fazer uma incrível viagem sem sair do lugar.

Ok… o Raízes defende a bandeira da experiência. Mas e a experiência cinematográfica, conta?

Fui a Londres e conheci um pouco sobre a história da família mais poderosa por lá quando vi “O Discurso Do Rei ”.  Nesse mesmo dia pulei para sala gelada ao lado, e fui parar  em Barcelona com o filme “Biutiful”. Lá, além de ver o sofrimento do personagem Javier, vi como a vida é difícil para os imigrantes que vivem na Europa, como os chineses e os africanos. Além disso tudo, percebi um sotaque diferente naquele espanhol. Pesquisei: era o catalão. Apesar de ser uma língua milenar, traz discussões que ainda hoje não são bem resolvidas por lá.

  

Aí, logo lembrei do filme “Albergue Espanhol” (temos uma postagem dele aqui no Raízes). Lembrei da cena em que os alunos reclamam porque o  professor se recusa a falar espanhol, já que Barcelona está demograficamente e culturalmente, é claro, na parte catalã do país.

Ainda na Europa, gostaria muito de ter dado uma volta por Paris no filme : “Meia- Noite Em Paris”,  mas ninguém estava disponível naquele dia, então eu vi “Casamento Grego” em casa mesmo.

Ri muito! Principalmente quando o personagem Ian teve que ser batizado na religião cristã ortodoxa, para “selar” a união da família americana e grega. Assim, provaria que mesmo com as diferenças da cultura e tradições o casamento ia dar certo. Ian foi batizado em uma piscina inflável de criança, com roupa de banho, na igreja. 

 

E agora, gostaria muito de ir ao cinema para fazer uma viagem pelo Brasil junto com os personagens do filme  “Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo”,  que conta a história de Lalau que anda pelo país se apresentando com um show de piadas. Algum candidato?

Amo ir  ao cinema. O que eu mais gosto é de todo aquele ritual:  chegar lá, escolher o filme, sentir aquele cheiro bom de pipoca cara, entrar na sala, escolher o melhor lugar, trailers, luzes apagando e o filme começando. Isso tudo É MUITO BOM!

É  como fazer um check-in para uma viagem. Uma viagem  inesquecível.

Camila Murta

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#Albergue Espanhol#Biutiful#Casamento Grego#Cinema#Não Se Preocupe Nada Vai Dar Certo#O Discurso Do Rei#viagem#filme#catalão#barcelona#paris#londres

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8/24/2011 (3:13pm) 6 notes

Desraizada

Desde que eu me entendo por gente, já era assim. Aliás, antes mesmo de eu nascer. Quando minha mãe estava indo pra maternidade, eu já queria nascer dentro do carro, ela dizia. Mas como meu pai era militar, nós morávamos 2 anos em cada estado e eu achava muito chato, pois quando eu começava a gostar do lugar e a fazer amizade, adivinha? Malas prontas outra vez e transferência para outro estado. Mas foi numa dessas transferências que conheci meu marido e após nossa última mudança de estado, eu retornei e casei com ele. Aí, ficamos quietinhos por 14 anos no mesmo local até decidirmos nos mexer e dessa vez um pouco “de com-força” como se dizia: mudamos de país. Minha chegada aos Estados Unidos foi bem diferente das mudanças no Brasil, onde as diferenças eram apenas nas comidas típicas, frutas e no sotaque do nosso velho e bom Português. Dessa vez, tive que me adaptar a uma nova língua, cultura, clima, viver num estado onde o inverno é rigoroso por muitos meses no ano por exemplo, e tudo que envolve uma mudança: nova casa, novos amigos e muita, mas muita saudade do Brasil. Mas aos poucos fui me adaptando e começando a entender e gostar do jeito americano de viver, percebi que a FRIEZA deles, não é bem frieza, é cautela, é distanciamento com o desconhecido. Após um tempo, a gente vai chegando e eles são iguais a nós. Claro, com uma diferença, eles nao riem a toa como nós e não têm a alegria que temos, mas eles têm tanta coisa que nós não temos.. Eu me amarro na educação deles, isso deveria ser copiado por nós, pois um povo educado é muito mais fácil de lidar não é? Não tô chamando o brasileiro de mal-educado, não me entendam mal, apenas acho que NÓS, incluindo eu também, poderiamos sermos mais educados. No TRÂNSITO, por exemplo, na FILA, por exemplo, NA CONVERSAÇÃO, por exemplo! Isso muda tudo. Mas como eu não tô aqui pra falar de mudanças a serem feitas, voltamos à minha adaptação. Vim passar um ano e já estou há 11 anos por aqui… Devo dizer que amo muito o Brasil e ainda penso em voltar, mas sei que vou sentir uma falta e uma saudade enorme disso aqui…A maneira CORRIDA de levar a vida aqui é bem no estilo de vida que eu vivo em qualquer lugar, pois pra mim 24 horas é pouco. Mas ainda há tempo para experimentar outras culturas e povos nesse mundo girátorio.

Até qualquer dia!

- Malu

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#brasil#eua#americanos#frieza#desconhecido#adaptação#mudança

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